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sábado, 19 de outubro de 2013

Os Benefícios do Brócolis



Listamos abaixo os principais benefícios do poderoso brócolis

PREVINE O CÂNCER: Ajuda a prevenir o câncer de mama, útero, próstata e órgãos internos, como fígado, cólon, rins e intestinos. Tem importante propriedade anticancerígena, que são reforçadas com vitamina A, C e E, os aminoácidos, zinco e potássio.

MELHORA A PELE: Contém vitaminas E, B, A, K e ômega-3 que ajudam a manter a pele mais jovem, lisa e brilhante.

PROTEGE O CORAÇÃO: As fibras encontradas no brócolis ajuda a remover o colesterol ruim do corpo. Isso é importante para prevenir doenças cardiovasculares e melhora a saúde do coração. A presença do crómio, um mineral responsável para regular glicose no sangue, também ajuda a evitar que a pressão sanguínea aumente.

DESINTOXICA: Suas propriedades antioxidantes ajudam a eliminar toxinas, radicais livres e ácido úrico, purificando o sangue e pele.

PROTEGE OS OSSOS: Contém cálcio, fósforo, magnésio e zinco, vitaminas e minerais que ajudam a manter os ossos fortes e saudáveis.

FORTALECE O SISTEMA IMUNOLÓGICO: Pela presença das vitaminas C, beta-caroteno, além de várias outras vitaminas e minerais

Resumindo, o brócolis é um alimento muito nutritivo e necessário na dieta de qualquer pessoa. Procure incluir o brócolis na sua dieta e usufrua de todas as suas propriedades.

Como Controlar o Excesso de Gordura Corporal


Esta é uma das maiores preocupações das autoridades mundiais da saúde, afinal, o excesso de peso está correlacionado com o desenvolvimento de um série de doenças dentre as quais o diabetes, hipertensão, as doenças arteriais coronarianas, alguns tipos de câncer e até problemas emocionais. A obesidade reduz a expectativa e a qualidade de vida.

Estima-se que 40% da população dos EUA esteja com o peso acima dos limites da normalidade o que é estimado quando a pessoa excede em 20 % do peso corporal para uma determinada idade, sexo e tipo físico (1). No Brasil, não existe uma estimativa fidedigna, mas, principalmente nos grandes centros industrializados, a obesidade é um problema assustador que deve ser levado muito a sério.
Na verdade, o controle do peso, além de uma questão matemática, também é uma escolha pessoal. Só basta nos conscientizarmos disso. Explico melhor. A questão é matemática, considerando que, se ingerirmos menos calorias do que gastamos perderemos peso, se a ingestão for igual ao gasto, o peso será mantido estável e, se ingerirmos mais calorias do que gastamos, tenderemos a armazenar o excesso, porque armazenar energia é uma das coisas que o organismo melhor sabe fazer.

Isso advém desde os primórdios da existência do ser humano na face da terra. Neste aspecto, os nossos genes não evoluíram muito nos últimos 100.000 anos. Eles ainda estão adaptados para sobreviver a diferentes tipos de dieta. Mais recentemente, na escala da evolução, os nossos ancestrais podiam ser bem sucedidos em uma caçada podendo, assim, sobreviver por algumas semanas da caça, outras vezes podiam ter suas plantações devastadas por condições climáticas e ter de sobreviver a um regime de baixa calorias. Este processo natural proporcionou ao homem tecido adiposo com capacidade quase ilimitada para armazenar energia e um sistema anabólicoenzimático muito adaptativo de forma que esta “balança energética” pode ser manipulada por fatores externos contrários a nossa vontade, mas pode ser uma escolha também.

É a diferença entre ter o prazer de ingerir muitos alimentos saborosos diariamente, porque comer também é um prazer, mas ficar gordinho, ou comer mais sensatamente e ter o prazer de ir a praia ou de se olhar no espelho e se sentir bem. O decisão fica por conta de cada um. Visto por este prisma, parece algo bastante lógico e simples mas envolve também dependências emocionais que muitas vezes devem ser trabalhadas por especialistas, mas a conscientização deste ponto de vista já pode ser um bom começo para todos que desejam controlar o peso.

É importante salientar que, embora existam diversos programas radicais de dieta para perda de peso, não há necessidade de passar fome ou se privar de alimentos saborosos para se alcançar o seu objetivo. Creio que uma dieta bem programada não deve permitir que a pessoa perca mais do que 0.8 – 1.5 Kg de peso corporal por semana ( variação dependendo das dimensões corporal do cliente ). Perda ponderal muito rápida e elevada coloca em risco a saúde da pessoa e provoca a perda de massa muscular. E no mundo do culturismo, como que o excesso de peso em gordura vem sendo combatido?

É muito importante salientar o que seria excesso de peso em gordura para nós. Na minha concepção, considero como limite máximo, 12% de gordura corporal para homens e de 22% para mulheres, isto em off season. Em pre-contest, este nível deve baixar para 3-4% de gordura para ambos os sexos. Muitos atletas, na esperança de aproveitar todas as condições anabólicas, ficam muito mais gordos do que isto o ano todo e depois tem que se sacrificar muito para se enquadrarentro de uma composição corporal ideal, ou dentro de sua categoria, perdem peso ao longo das semanas, mas com este, boa parte da massa corporal conquistada com tanto sacrifício também se esvai, tal como um balão que se fura.

Não resta dúvidas de que uma alimentação hipercalórica provoca uma série de efeitos anabólicos desejáveis. Principalmente nas duas primeiras semanas de super-alimentação, os hormônios anabólicos testosterona, GH (IGF-1) e insulina são liberados em perfeita proporção e quantidade para propiciar o anabolismo muscular (2). Porém, um período muito prolongado de superalimentação, além de promover ganhos de massa magra também provoca o acúmulo indesejável de gordura.

Desta forma, o atleta natural tem a opção de se beneficiar da super-alimentação e manter níveis razoáveis de gordura corporal, alternando dieta hipercalórica e hipocalórica e não se mantendo num mesmo tipo de dieta durante meses. Parece ser o mesmo processo que configura o treino com pesos: é muito conveniente mudar periodicamente o sistema de treinamento, haja vista que o corpo humano tende a estabilizar com atividades muito sistêmicas e de intensidade aproximada igual, isto se denomina homeostase.

Por outro lado, longos períodos em dieta muito baixa em calorias, como algumas pessoas ainda tendem a fazer, provoca um fenômeno denominado de Metabolic Slowdawn, algo como baixa da taxa metabólica. Retornamos ao mecanismo de defesa para a manutenção da vida que herdamos de nossos ancestrais. Desta forma, parece muito ineficiente permanecer por mais do que duas semanas ingerindo baixas calorias, pois após este período, a queda metabólica é vertiginosa (3).

Basicamente, o que ocorre é uma queda na temperatura corporal o que é causado basicamente por uma diminuição na atividade dos hormônios da tiróide, este hormônio é responsável pela manutenção da temperatura corporal mas também estimula a produção de GH ( Hormônio do Crescimento ) e age sinergisticamente com o subproduto deste, a somatomedina ou IGF-1. Como se vê, uma queda na produção deste hormônio pode causar alguns problemas.

Analisando um pouco mais a fundo, a tiróide produz dois hormônios, a tiroxina ou tetraiodotironina ou T4 e a triiodotironina ou T3, mas na verdade o hormônio ativo é o T3, justamente o hormônio produzido em menor quantidade, aproximadamente 20%. Porém, ao ser conduzido ao fígado, o T4 inativo sofre a ação de enzima específica ( 5-desiodase) e se transforma no hormônio ativo T3 (4) o qual irá, entre outras ações já mencionadas, provocar a elevação da temperatura corporal e provocar a queima de gordura. Ocorre que esta conversão depende da presença de energia suficiente no fígado (ATP) e prolongada dieta causa a depleção de ATP, principalmente o presente no fígado, e com isto a conversão da T4 em T3 fica prejudicada, e a baixa da temperatura corporal torna-se inevitável.

Já há algum tempo venho frisando em cursos e para os meus cliente a necessidade de não abusar de frutas. Às vezes digo meio exageradamente que um copo de suco de laranja é o mesmo que um copo de celulite. Assustador! Ocorre que a frutose bem como a sucrose (frutose + glicose) roubam ATP do fígado e torna a conversão de T4 mais difícil (5) portanto, maneirar na fruta é muito conveniente.

Tem muita gente que ainda acha que está fazendo uma grande vantagem ao trocar um Coca Light por um copo de suco de laranja. Na próxima edição, estudaremos como otimizar a queima excessiva e indesejável de gordura de maneira natural sem colocar a massa muscular em risco, mas também analisaremos os agentes químicos que vem sendo utilizados por atletas para auxiliar a queima de gordura, seus reais benefícios, dosagens e os riscos destes meios.
Autoria do Prof. Waldemar Guimarães / Nutricionista Rodolfo Peres

Referências Bibliogáficas:
(1) National Institute of Health Consensus Development Panel. Health implications of obesity:
National Institute of Health Consensus conference statment. Annals of Internal Medicine, 1988,
103, 1073-1077
(2) FORBES, G. B. et al. Hormonal Response to Overfeeding. American Journal of Clinical
Nutrition. 49.4, 1989 : 608-611.
(3) DÉRIES, C. P. et al. Lean Body Mass Composition and Resting Energy Expenditure Before
and After Long Term Overfeeding. American Journal of Clinical Nutrition 56.1,1992 : 840-847.
(4) GRIFFIN, J. E. & OJEDAS S. R. Texbook of Endocrine Physiology. New York, 6Oxford
University Press, 1992.
(5) DOZIN, B. at al. Thyroid Regulation of Malic Enzyme Synthesis. Journal of Biological
Chemistry. 261, 1986, 10290 – 10292.

Entenda o Overtrining


Com a crescente explosão do profissionalismo desportivo e a super  valorização do corpo perfeito, a busca pelos melhores resultados tem levado atletas e praticantes de atividades físicas a realizarem altos volumes de treinamento. Porém, ao invés de trazer benefícios, o excesso de estímulos impede as adaptações fisiológicas e pode levar ao overtraining, um sério problema que acontece quando o organismo é submetido a uma sobrecarga exagerada sem que haja o devido descanso, levando a graves alterações cardiovasculares, metabólicas, hormonais, motoras e psicológicas que causam estagnação ou perda significativa de desempenho. Estudos revelam que além da sobrecarga imposta pelos treinos, outros fatores também podem predispor o indivíduo à síndrome do overtraining, como: muitas competições anuais, treinos monótonos e repetitivos, condições patológicas pré-existentes, nutrição inadequada e, principalmente, a falta da orientação de um profissional de educação física especializado. 
 
Apesar dos poucos registos, estudos demonstram que os sintomas de overtraining já foram observados em até 50% dos jogadores de futebol semiprofissionais, 65% dos corredores de longa distância e em 21% dos nadadores em equipes nacionais em algum momento da sua carreira profissional.

É inquestionável que a homeostase fisiológica necessita ser "quebrada", entretanto, um descanso adequado deve ser oferecido com objetivo de favorecer a completa recuperação e consequentemente uma melhora na performance. Esse processo é denominado supercompensação, estágio em que o anabolismo supera o catabolismo favorecendo as adaptações fisiológicas. Saber e reconhecer o momento exato da supercompensação é muito importante, pois se a recuperação não for suficiente às consequências poderão levar a um estado de overtraining que pode durar meses ou mesmo anos.

O overreaching é considerado um estágio anterior ao overtraining, porém dura apenas algumas semanas e pode ser revertido com descanso adequado, já o burnout são as consequências psicofisiológicas causadas pelo excesso de treinamento, e podem levar a desistência da atividade pela a falta de satisfação

A síndrome do overtraining é caracterizada por uma disfunção do eixo hipotálamo-hipófise devido a um estresse repetitivo de natureza física ou psicológica, o que contribui para uma desordem neuroendócrina, fator principal de sua patogênese. Esse desequilíbrio pode causar uma fadiga crônica generalizada, distúrbios do humor, confusão mental, depressão, aumento do índice de enfermidades e lesão, perda do apetite, aumento da frequência cardíaca de repouso, infecções, gripes, distúrbios do sono, desinteresse pelo treinamento (Simões, et al 2003), perda de peso, pressão arterial elevada, distúrbios gatro-intestinais, e dificuldade na recuperação dos estímulos. 

Muitos acreditam que a intensidade do treinamento seja a principal causa do overtraining, porém muitas pesquisas têm demonstrado que o aumento do volume (quantidade) é mais propício a trazer resultados negativos que os incrementos na intensidade. Essa relação volume/intensidade tem sido alvo de muitas pesquisas nas quais a mensuração periódica das taxas de hormônios esteroides como testosterona (anabólico) e cortisol (catabólico) são frequentemente analisadas com o objetivo de indicar se o treinamento está induzindo ou não a uma resposta adaptativa. A razão testosterona/cortisol (T/C), em suas concentrações plasmáticas, pode ser utilizada como sinalizadora do nível de anabolismo/catabolismo apresentado pelo organismo. Uma queda maior que 30% nos valores de repouso pode significar uma incompleta recuperação dos estímulos impostos.

Em 2003, Simões e colaboradores analisaram o comportamento desses hormônios e a sua relação com o volume e a intensidade do treinamento de corredores velocistas e fundistas, comparando a razão (T/C) antes e depois de um mesociclo de treinamento. Os resultados revelaram que o grupo de corredores fundistas que realizou treinamento de maior volume apresentou maior incidência de queda na razão T/C quando comparado ao grupo de velocistas que realizou treinamento de menor volume e maior intensidade, sugerindo que a razão T/C é mais influenciada negativamente pelo volume do que pela intensidade dos treinamentos.

Diversos parâmetros têm sido avaliados e utilizados no diagnóstico do overtraining, tais como:
- Concentração plasmática de glutamina;
- Avaliação psicológica;
- Tempo de fadiga em exercício em ciclo ergômetro a 110% do limiar anaeróbico individual;
- Concentração de imunoglobulina A salivar;
- Elevação das proteínas musculares no plasma (glutamina, creatina quinase, mioglobina, fragmentos de miosina).
- Análise da curva de lactato
- Diminuição dos estoques de glicogênio intramuscular
- Razão testosterona / cortisol
- Resposta a estímulos elétricos
 

O diagnóstico do overtraining é muito complicado, não existe, ainda, nenhum critério exato, geralmente os médicos e treinadores tendem a buscar outras doenças antes que a confirmação seja feita. Apesar do overtraining ter sido descoberto na década de 1970, muitos aspectos específicos ainda não estão claros. Os investigadores estão buscando formas de determinar o que acontece aos atletas quando se inicia o overtraining. Como a condição patológica e fisiológica do corpo inteiro progride? Se estas questões pudessem ser respondidas seria possível determinar critérios uniformes de identificação capazes de prever, diagnosticar e curar com maior eficiência a síndrome do overtraining. A prevenção é a melhor solução, assim é muito importante que atletas, treinadores e médicos fiquem atentos para reconhecer os sinais de advertência antes que a síndrome se instale. 
Referências Bibliográficas BANFI, G.; MARINELLI, M.; ROI, G.S.; AGAPE, V. Usefulness of free testosterone/ cortisol ratio during season of elite FRY A. C., KRAEMER W. J. 1997. Resistance exercise overtraining and overreaching. Neuroendocrine responses. Sports Med 23(2):106-29;
 GENTIL P. Bases Científicas do Treinamento de Hipertrofia. Editora Sprint. RJ. 2005
 KUIPERS, H. Training and Overtraining: an introduction. Med. Sci. Sports Exerc., 30(7):1137-1139, 1998
McKenzie D. Markers of excessive exercise. Canadian Journal of Applied Physiology. 24:66-73. 1999.
McNAIR, D.M; GASTMANN U. A; LEHMANN M. J.; Overtraining and the BCAA hypothesis. Med Sci Sports Exerc 30(7):1173-8 1998
 SMITH RE. Toward a cognitiveaffective model of athletic burnout. Journal of Sport Psychology 1986; 8:36-50.
TOURINHO FILHO H & ROCHA CM. Síndrome de Burnout. Rev Médica HSVP. 1999; 11(24): 33-38

Ginecomastia: Entenda o Que é e Como Tratá-la!


Coloquialmente referida como “Teta de cadela”, a ginecomastia é uma manifestação caracterizada por excessivo desenvolvimento dos mamilos em indivíduos do sexo masculino. Pode ocorrer em um ou em ambos peitorais; usualmente, manifesta-se por uma coceira persistente e o aparecimento de um nódulo logo abaixo do mamilo. A ginecomastia normalmente aparece em três fases distintas da vida. Aproximadamente 60-90% de bebes recém-nascidos apresentam uma pequena ginecomastia devido à presença de estrógenos na placenta da mãe. Neste caso, a hipertrofia do mamilo, normalmente, desapa­rece em algumas semanas. Muitos casos também se manifestam em adolescentes de 10 a 14 anos. Ocorre que em adolescentes, às vezes, a produção de estrógenos processa-se mais rápido do que a produ­ção de testosterona, salientando-se assim caracteres femininos. E por último é a incidência de ginecomastia em homens na terceira idade que passam a converter estrógenos a partir da testosterona através de um processo denominado de aromatização. Esta hipertrofia normalmente não é cancerosa mas deve ser evitada.
A ginecomastia também pode ser desenvolvida por usuários de esteróides anabólicos, especialmente por aqueles que utilizam esteróides mais androgênicos. Ocorre que estes são os mais suscetí­veis à aromatização e a ginecomastia é um dos efeitos da aromatização. Às vezes, este processo é tão saliente que o nódulo formado abaixo do mamilo começa a atrair qualquer gordura exis­tente em volta, aumentando ainda mais a saliência.
A melhor forma de tratar a ginecomastia é evitar que ela apare­ça. Citrato de tamoxifeno (NOLVADEX) é um antagonista de estrógenos que trabalha bloqueando os receptores de estrógenos, sendo o medicamento mais utilizado entre os usuários de esteróides anabólicos. O citrato de tamoxifeno é usado principalmente para tratar câncer de mama em mulheres. Este medicamento pode causar a redução parcial da ginecomastia. Como lado negativo, o uso de NOLVADEX vem sendo relacionado com o desenvolvimento de câncer de fígado e uterino em mulheres que se servem dele por lon­go período.
A melhor forma de evitar a ginecomastia é não utilizar esteróides anabólicos, mas, se isto for inevitável, o melhor é utilizar aqueles que pouco aromatizam, ou seja, os menos androgênicos. Em caso de persistência, a ginecomastia pode ser removida cirurgicamente por um bom cirurgião plástico.

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

O Que É e Como Reduzir Os Níveis De Cortisol?

O cortisol está totalmente relacionado com aumento do estresse e da gordura corporal. Também conhecido como o hormônio do estresse. Algumas empresas de suplementos usam o marketing do cortisol para vender seus produtos.
O cortisol é um hormônio muito importante que você deve entender se quiser obter o máximo de resultados a partir de programas de nutrição, mas se você não se educar a si mesmo, pode se tornar um dos milhões de vítimas a cair em decepção por não atingir os objetivos.
Ele é produzido pelas glândulas-renais. Está dentro da categoria de hormônios conhecidos como “glicocorticoides”, referindo-se à sua capacidade de aumentar os níveis de glicose no sangue. O cortisol é o glicocorticoide primário. Indivíduos que possuem o Diabete Mellitus (DM), tem um nível muito alto de cortisol.
O cortisol é produzido em resposta ao estresse físico, mental e emocional. Isso inclui calorias da dieta extremamente baixa, treinamento intenso, de alto volume, a falta de qualidade do sono, assim como tensões diárias, tais como as pressões do trabalho, brigas com o cônjuge ou ser pego em um engarrafamento típico de São Paulo. Lesões, traumas e cirurgias são também estressores importantes para o aumento do cortisol.
Cortisol
O Hormônio é liberado no momento de fuga e de resposta a algo não desejado. Fazendo aumentar o fluxo de glicose (assim como a proteína e gordura) fora de seus tecidos e na corrente sanguínea, a fim de aumentar a energia e disposição física para lidar com a situação estressante ou de ameaça.
Existem testes sanguíneos para medir o grau de cortisol, assim como urina e saliva 24 horas. O nível do cortisol é maior no período da manhã, cerca das 6 às 8 hs e eles também são elevados após o treino. Os níveis mais baixos se encontram geralmente a noite por volta das 23 hs.
O cortisol está relacionado ao armazenamento de gordura visceral, portanto antes de pensar em ficar estressado, lembre-se que você pode está estocando adipócitos no abdômen. Alto nível de cortisol é apenas um fator contribuinte para o armazenamento de gordura abdominal. Um excesso de calorias provenientes de uma má alimentação e exercício insuficiente são o que fazem você armazenar gordura subcutânea ou gordura geral. Algumas pessoas relatam perder peso, quando estão sob estresse.
O cortisol é uma ferramenta fisiológica podendo estar alta em indivíduos estressados e que fazem um treino intenso e prolongado. Existem suplementos destinados a diminuir o cortisol como, Coenzima Q10(CoQ10), conhecido como antioxidante mitocondrial do combate a lesão celular. A vit. C, a fosfatiilserina e a glutamina também fazem parte para a diminuição do cortisol. 
Dr. Kadu Martins
Nutricionista Especializado em Nutrição Esportiva

NÃO TORNE SUA VIDA UMA CÓPIA

Arnold

Ook, ok, ok…
Receitas / prescrições médicas não tem propriedade intelectual…
Você pode muito bem pegar uma receita médica de um amigo seu e conseguir com outro médico, (ou em alguns casos criminosos tentar passar com um carimbo e assinatura falsos) copiar a prescrição e solicitar a mesma coisa para você, porque ser hipócrita e dizer que isso não acontece? Isso acontece, só que o problema todo causado pelo jeitinho brasileiro de resolver as coisas ou de tirar vantagem só gera dor de cabeça e nessa oportunidade vou falar porque, já que nesta semana, atendi pelo menos 1 paciente por dia com problemas de saúde reais e um cagaço infindável por ter tomado esta iniciativa.
Não vou julgar porque não me acho na posição disso e nem gosto de levantar bandeiras do que é certo ou do que é errado. Vou simplesmente realizar meu trabalho: promover saúde. ( e isto tem me preocupado tanto que, vou deixar os 163 emails que tenho para responder – verdade! – para resolver depois deste post).
Dica 1: quando sua receita entra na farmácia, o CRM do médico é conferido na hora, portanto, se você estiver com uma receita falsa, o atendente irá lhe dar uma desculpa, não fará sua receita e se o médico existir, será contactado. Isto gerará uma investigação cujo objetivo é descobrir como aquela pessoa conseguiu aquele carimbo e receita. Quando é um funcionário de hospital, ou de um médico que toma esta atitude, nao precisa nem falar o que acontece, não é?
Dica 2: cada médico tem uma forma de prescrever, muito individual. quando uma mesmo padrão de substancia, dose, componentes, ordem dos componentes, apresentação, quantidade, posologia, administração, veículo, diagnóstico e propósito de uso coincidem, os médicos que tem este perfil são contactados e outra situação é gerada, e como cada médico está cadastrado pelo CRM por um cadastro nacional, não há muito como se esconder…
Dica 3: determinadas substancias como Beta-Alanina mais recentemente por exemplo, dentre centenas, são rastreadas pela ANVISA (vigilância sanitária), logo, se há uma prescrição muito exagerada dessas coisas, um processo é gerado e uma averiguação é desencadeada, logo, nem todo médico se sente a vontade, por não ter ciência exata da indicação do uso da substancia, para sair prescrevendo certos compostos.
Dica 4: se você acha que a saída é comprar no mercado negro, meu conselho é desista: 100% de chance de você estar comprando uma coisa e vir outra. os casos deste tipo são infindáveis… quando você leva uma receita original a um laboratório de manipulação, este pedido gera uma ficha de pesagem, logo o laboratório fica “amarrado” ao que o médico lhe prescreveu porque a fiscalização, que é frequente, compara mensalmente se a quantidade de produto que a farmácia tem em estoque bate com as fichas de pesagem que foram geradas através das receitas e com a nota de compra do principio ativo em questão. Logo, comprar com receita é a unica garantia que você pode ter de estar adquirindo o produto prescrito. portanto: tenha prescrição e um laboratório da confiança do seu médico, porque dificilmente este vai lhe mandar para um lugar ruim, já que, se você não tiver o efeito desejado você não vai reclamar no laboratório, você vai reclamar com o médico… (e no final das contas, o produto você já vai ter usado inteiro, portanto não há como tirar a dúvida…)
Dica 5: o que é bom para o outro muito provavelmente não é bom para você: quando um especialista lhe prescreve determinada combinação de substancias, ele quer mudar uma FUNÇÃO, e não uma aparência… exemplo: quando se usa creatina, queremos melhorar o trabalho de força / quando aumentamos carboidratos, em geral queremos aumentar o endurance de pessoas que tem seu metabolismo energético em ordem / quando usamos BCAA queremos aumentar o endurance em situações onde carboidratos são inelegíveis – logo, confundir essas pessoas e suas prescrições podem culminar em esportistas mais lentos, menos forte, com menos massa muscular e as vezes até mais gordos…
5 já está bom, né…
Faça uma coisa boa para você: procure um especialista… não se aventure… vocês nunca vão ver profissionais responsáveis passarem “receitas de bolo” pela internet, logo, quando acessarem certas informações saibam que a pessoa que as coloca não tem compromisso com a saúde ou a performance de vocês e que muito provavelmente essa mesma suposta entendida no assunto, por maior boa vontade que ela tenha em partilhar o conhecimento que ela adquiriu por seus próprios méritos, o que é louvável e respeitável, não tem a mesma relação de cuidado e responsabilidades que um profissional cria com você através da relação estabelecida no atendimento tradicional.
É muito mais difícil afirmar com certeza quando se olha o seu paciente nos olhos e assume para si a responsabilidade pelo bem estar e satisfação dele. Você merece esse compromisso. você merece essa atenção.
Abraço a todos e cuidem-se! um dos motivos de escrever para vocês é para não ver ninguém chateado ou passando mal por bobagens…
E muita performance, com muita saúde, é claro…
Fonte: Dr. Paulo Cavalcante Muzy (http://www.facebook.com/PauloMuzy)

OS 5 MAIORES MITOS DA CONSTRUÇÃO MUSCULAR

Mitos Massa Muscular
Da mesma forma que ocorre em outras áreas da musculação, como a definição abdominal, por exemplo, o crescimento muscular é cercado de mitos espalhados por aí. Veja abaixo quais são os 5 maiores mitos do ganho de massa muscular e não caia neles!

MITO 1 – VOCÊ PODE CONSTRUIR MÚSCULOS SEGUINDO UMA DIETA COM POUCAS CALORIAS

Não só na musculação, mas em qualquer área da vida, o primeiro passo para ter sucesso é decidir o que você quer. Se o seu objetivo é ganhar massa muscular, por que raios você iria seguir uma dieta com baixo índice calórico?
Para ganhar massa muscular você precisa fornecer mais calorias do que o seu corpo precisa para se manter trabalhando normalmente. É exatamente esse excedente que será usado pelo corpo para desenvolver os tecidos musculares.
Não existem atalhos, se você quer crescer precisa comer como gente grande!
Boa alimentação

MITO 2 – VOCÊ NÃO PODE CONSTRUIR MÚSCULOS SEM GANHAR MUITA GORDURA

Claro que se você quiser ganhar uma quantidade considerável de massa muscular, deve se acostumar com a ideia de ganhar um pouco de gordura. Porém, um pouco de gordura não significa que você deve perder toda a sua definição muscular como acontece em muitos casos.
Ajustando sua dieta da forma correta, você terá um excedente calórico proveniente de boas fontes, ganhando músculos com qualidade. Um pouco de gordura faz parte e você pode perdê-la facilmente no período de cutting do seu treinamento. Porém, se você ganhar muita gordura, saiba que isso é totalmente culpa sua, pois é possível ter ótimos ganhos de massa muscular com muita qualidade.

MITO 3 – A ÚNICA MANEIRA DE FICAR GRANDE É TOMANDO ESTEROIDES ANABOLIZANTES

Muitas pessoas acreditam que todas as pessoas musculosas do mundo tomaram esteroides anabolizantes. Chega a ser no mínimo engraçado. É só encontrar alguém que começou a treinar, seguiu uma boa dieta e está evoluindo que já começam os comentários: “Olha aí, mal entrou na academia e já está tomando bomba”.
Claro que você não deve tentar mudar a visão de outras pessoas, deixe cada um pensar como quiser. Mas você precisa entender que é totalmente possível ter ótimos resultados sem o uso de qualquer substância ilegal.
Se você seguir uma dieta hipercalórica, fizer um treino legal para hipertrofia e descansar bem, você terá resultados!
O problema é que algumas pessoas querem aumentar o bíceps em 10cm em uma semana, e é lógico que isso não acontecerá naturalmente. Seja realista, defina seu objetivo, estipule metas para alcançá-lo e siga tudo a risca que você terá ótimos resultados, e o melhor de tudo, de forma saudável!

MITO 4 – SE EU TREINAR COMO UM FISICULTURISTA VOU FICAR DO TAMANHO DELE

Não é difícil encontrar pessoas que seguem o mesmo treino de caras como Jay Cutler, Phil Heath,Ronnie Coleman, entre outras figuras, achando que vão ficar como eles.
Você acha que o Jay Cutler começou na musculação usando a rotina de treinos que tem hoje? É claro que não!
Esses caras treinam há décadas, sempre no limite, não pulam uma refeição há anos, dormem como bebês, enfim, eles de dedicam 100% aos treinos, e é normal que haja uma evolução.
Para que você um dia fique perto de ter o tamanho que esses caras têm, precisa ter uma ótima base. Treine no mínimo 10 anos sem faltar uma vez sequer no treino antes de tentar fazer a mesma rotina de um fisiculturista pro.
Treino Jay Cutler

MITO 5 – QUANTO MAIS TEMPO VOCÊ TREINAR, MAIS MÚSCULOS VAI CONSTRUIR

Esse é um mito bem comum, e talvez seja o mais problemático de todos eles.
Pela lógica, faz sentido pensar que quanto mais tempo passarmos na academia, mais músculos vamos ganhar. Porém, na prática não é isso que acontece.
Nossos músculos precisam de um estímulo para se desenvolver. Depois que você gerar esse estímulo através do treino de musculação, você deve sair da academia correndo e fazer sua refeição pós treino.
Quando você passa do ponto e treina mais do que o necessário para o desenvolvimento muscular, vai acabar jogando fora todo seu esforço e talvez até entrar em overtraining.
Lembre-se, se você quer ganhar massa muscular, seu treino de musculação precisa ser curto, porém intenso.
Fonte: http://definicaototal.com.br/

BANANA É BOM PRA QUEM PRATICA MUSCULAÇÃO?

banana-nanica

A banana é uma fruta de alto consumo entre os atletas de elite. Para os esportistas são indicadas pela sua riqueza em carboidratos (açúcares), vitaminas do grupo B, potássio e magnésio, elementos importantes para um bom desempenho muscular.
Ela pode ser facilmente “transportada” para os treinos, o que a torna prática para o consumo, além de ser bem aceita pela maioria das pessoas.

A composição média por 100gr de banana:
Kcal 90
Carboidratos: 23gr
Proteínas: 1gr
Gorduras totais: 0,4gr
Fibras totais: 2gr
Vitamina B6: 0,36mg
Potássio: 400mg
Sódio: 1,0mg
Cálcio: 6,0mg
Magnésio: 30mg
Fósforo: 20mg
Banana-maçã, nanica, prata, ouro ou da terra… não importa! Todos os tipos apresentam as mesmas propriedades nutricionais. Existe apenas diferença no aroma, no sabor e na textura delas.
Podemos consumir antes ou depois do treino, e a quantidade a ser utilizada depende do tipo de treino e a duração do mesmo.
Durante o exercício físico temos perdas significativas de sódio, cloreto e potássio através do suor. Em média são perdidos 330mg de potássio por litro de suor. Além disso, o potássio auxilia na contração muscular e sua carência está relacionada ao surgimento de câimbras.
Com funções diretamente ligadas ao metabolismo energético, principalmente nas reações que favorecem a quebra do glicogênio, a vitamina B6 presente na banana ajuda a poupar a quebra de proteínas musculares, fundamental para evitar a perda de massa muscular e favorecerendo a sua recuperação para o próximo treino. Esta vitamina ainda potencializa a absorção do zinco – um mineral que participa dos processos de reparação dos tecidos e tem função no sistema imunológico, junto com outros oligo-elementos variados (cobre, manganês, selênio etc.).
As bananas ainda são fontes de triptofano, aminoácido relacionado à melhora da atividade cerebral e melhora no sono, importantes na musculação.
Na hora de comprar a fruta, ela não deve estar 100% madura. Prefira as com casca amarela, um pouco esverdeada, e com manchinhas marrons. Evite as com partes moles ou machucadas. Em casa, deixe-as amadurecer na fruteira ou num lugar fresco e arejado. A banana estará boa para o consumo, com todo o sabor apurado, quando a casca estiver completamente amarela, inclusive as pontas. Depois de amadurecida, pode ser mantida na geladeira entre três e cinco dias.
Dica Importante: Para melhor conservar fora da geladeira, corte com uma faca e separe as bananas de maneira individual umas das outras, desfazendo a penca. Corte no meio do pequeno talo que liga cada banana a estrutura comum da penca, de forma que cada uma delas fique com um pequeno talo de 0,5 a 1 cm. Portanto não arranque as bananas de maneira a deixar parte do seu interior exposto e nem as deixe ligadas a penca. Isso faz com que elas se conservem por muitos dias a mais, sem se estragarem ou ficarem passadas.
As bananas têm uma má reputação devido ao seu elevado teor calórico. Uma maçã média tem apenas 72 calorias, e a banana 100 calorias. Mas quando você compara uma banana com uma maçã, a banana tem quatro vezes mais proteína, duas vezes mais carboidratos, três vezes mais fósforo, cinco vezes mais vitamina A e ferro e duas vezes outras vitaminas e minerais.
Conclui-se então que a banana é uma excelente sugestão para lanches e até complemento das refeições. Com uma outra vantagem totalmente peculiar a nós brasileiros: é uma fruta barata e de fácil obtenção.

domingo, 13 de outubro de 2013

Cerveja, benéfica ou não para a musculação?

Recentemente foi divulgado um trabalho produzido por pesquisadores espanhóis em que se recomenda a ingestão diária de cerveja para praticantes de atividade física. Dentre os efeitos alegados, sugere-se que a bebida seja um excelente hidratante, tenha efeito anti-oxidantes, anti-estresse, dentre outras coisas. Para tentar obter informações diretas sobre o assunto, eu realizei buscas incessantes em bases de artigos científicos, como o Medline, mas não encontrei nada que pudesse embasar a conclusão dos espanhóis. Tudo indica que esta é mais uma estratégia de marketing para impulsionar as vendas. O próprio nome do congresso no qual os trabalhos foram apresentados (“Cerveja, Esporte e Saúde”, realizado em maio de 2007) já prejudica a credibilidade das pesquisas quanto a sua imparcialidade científica. Aparentemente, as conclusões já estavam prontas bem antes da realização dos “estudos”.
A cerveja possui um teor alcoólico de, em média, 5%, ou seja, cada lata contém cerca de 17,75 ml de álcool, na forma de etanol. Considerando que o etanol tem uma densidade de aproximadamente 0,79 kg/l, calcula-se que uma lata de cerveja tenha, em média, 14 gramas de etanol. As calorias fornecidas pela cerveja são basicamente provenientes do álcool, que libera algo em torno de 7kcal por grama.
Após a ingestão, a maior parte do álcool é absorvida pelo intestino delgado (80%) e estomago (20%), e é rapidamente distribuído pelo corpo devido à sua alta solubilidade em água, se concentrando especialmente no sangue e no cérebro. Quando não há alimentos sendo digeridos, a velocidade de absorção do álcool aumenta expressivamente devido à alta velocidade de esvaziamento gástrico, portanto, a ingestão de álcool com estomago vazio leva a picos mais rápidos e mais intensos de álcool no sangue (conforme amplamente conhecido na prática!). Outro fator que também aumenta a velocidade de absorção é a temperatura, bebidas quentes promovem um pico sangüíneo mais rápido. Apesar da absorção e aparecimento de álcool no sangue serem influenciados por diversos fatores, deve-se ressaltar que a velocidade de eliminação do álcool é invariavelmente mais lenta do que a velocidade de absorção. Estima-se que a eliminação do álcool ocorra em uma taxa de 0,1 g por quilo de massa corporal para homens e 0,085 para mulheres (Weineck, 2000). Isto significa que um homem de 70 quilos é capaz de eliminar a quantidade de álcool contida em duas latas de cerveja a cada hora.
O principal local de degradação ao álcool é o fígado, onde a enzima álcool desidrogenase (ADH) atua na transformação do álcool em acetaldeído, com redução de NAD+ a NADH. O acetaldeído é uma substância potencialmente tóxica que se liga de forma covalente às proteínas, modificando sua estrutura, esta substância aparentemente tem relação com a ressaca induzida pela bebida. Posteriormente, o acetaldeído é oxidado a acetato, com nova formação de NADH. O acetato é em seguida convertido a Acetil CoA. O aumento da concentração de NADH e Acetil CoA inibem o prosseguimento do ciclo de Krebs e levam ao aumento da síntese de gorduras, incluindo o colesterol (Marzocco & Torres, 1999; Voet & Voet, 1996). Esta alteração metabólica pode levar a diversas disfunções, como acúmulo de gorduras no fígado (quadro conhecido como fígado gorduroso) e, em casos graves, à cirrose hepática. Adicionalmente, o aumento da concentração de NADH desloca a reação catalisada pela lactato desidrogenase para formação de lactato, o que pode impedir a glioconeogênese pelo fato de direcionar a conversão dos aminoácidos glicogênicos para formação de piruvato em vez de glicose, induzindo a hipoglicemia (Weineck, 2000; Marzocco & Torres, 1999).
Além dos efeitos metabólicos, o álcool atua no sistema nervoso, comprometendo uma série de funções motoras e cognitivas. Dentre os efeitos conhecidos, estão o aumento do tempo de reação e a piora da coordenação motora. Além disso, é consistentemente comprovado que o consumo habitual de álcool é inversamente proporcional ao desempenho intelectual (Singleton, 2007). Também deve-se ressaltar que o metabolismo do álcool produz estresse oxidativo, com liberação de radicais livres (Dey & Cederbaum, 2006; Colome Pavon et al., 2003; Albano et al., 1988), o que vai de encontro ao afirmado pelos cientistas espanhóis sobre um suposto efeito anti-oxidante da cerveja.
Outro efeito negativo do álcool é a diminuição dos níveis de testosterona. Resumidamente, o eixo da função reprodutiva passa pelo hipotálamo, pela hipófise e pelos testículos. A ingestão de álcool interfere em todos estes pontos, o que pode induzir impotência, infertilidade, perda de funções características masculinas e diminuição do anabolismo protéico (Emanuele & Emanuele, 1998; Emanuele & Emanuele, 2001). Nos testículos, o álcool afeta negativamente a atividade das células de Leydig, que produzem e secretam a testosterona, e também das células Sertoli, que têm um importante papel na maturação dos espermatozóides. Na hipófise, há redução da liberação de hormônio luteinizante e de hormônio folículo-estimulante, os quais estimulam a liberação dos hormônios sexuais. Por fim, a ingestão de álcool interfere na atividade do hipotálamo, alterando os níveis do hormônio liberador de gonadotrofinas que são enviados à hipófise (Emanuele & Emanuele, 1998; Emanuele & Emanuele, 2001). Em mulheres, os efeitos no sistema reprodutivo também são severos, com alterações no metabolismo ósseo, distúrbios menstruais e alterações nos níveis de estrogênio (Emanuele et al., 2002).
Para tentar amenizar a controvérsia das afirmações referentes aos benefícios da cerveja, se usa habitualmente o termo ingestão “moderada”. Aliás, este é o termo usado recorrentemente nas propagandas e demais estratégias de marketing dos vendedores. Mas, cientificamente, o termo “moderado” confere uma subjetividade perigosa ao tema. Como saber o que é “moderado”? Além disso, no caso específico de se afirmar que a cerveja auxilie na hidratação, o termo induz um inevitável paradoxo, pois se a bebida deve ser ingerida em quantidades moderadas, como ela favoreceria a hidratação? Haveria uma briga entre a cruz e a espada: se beber pouco não hidrata, se beber muito fica bêbado!
A quantidade de álcool necessária para alterar o funcionamento do organismo não é tão alta quanto se costuma imaginar. As dosagens de álcool que comprometem a performance psicomotora normalmente se situam acima de 0,4g/kg. Em termos práticos isto significaria que duas latinhas de cerveja já poderiam atrapalhar a performance de uma pessoa de aproximadamente 80 quilos. Surge a pergunta: será que uma quantidade de cerveja inferior a esta seria capaz de hidratar um corredor de fundo, por exemplo? Além disso, é muito difícil acreditar que ela forneça os demais nutrientes em quantidades adequadas, como carboidratos, vitaminas e minerais. Ou seja, a afirmação dos pesquisadores que a cerveja, seria a segunda melhor bebida para o atleta, depois da água, não é aceitável.
Muitos podem observar a quantidade de álcool citada no parágrafo anterior e imaginar que ela é muito baixa, o raciocínio comum é: “mas isso não vale para mim, que já estou acostumado a beber!”. Apesar de muitos acharem que, por beberem mais, terão menores prejuízos na performance, isto é comprovadamente um engano. Em um estudo da Universidade de Chicago, Brumback et al. (2007) avaliaram a resposta psicomotora e a percepção de comprometimento da performance em pessoas que bebiam habitualmente grandes ou pequenas doses de álcool. O estudo envolveu três situações, com a ingestão de placebo, 0,4 ou 0,8 gramas de álcool por quilo de massa corporal. De acordo com os resultados ambos os grupos tiveram as mesmas reduções na performance ao ingerir doses altas de bebida, apesar do grupo que habitualmente bebia mais ter considerado que sua performance caiu menos. Ou seja, o consumo habitual de álcool não deixa o organismo mais resistente, ele apenas altera a percepção da realidade. Os autores destacam que o estudo pode ter implicações importantes para pessoas que ingerem álcool e não têm consciência dos distúrbios cognitivos produzidos pela bebida.
De fato, diversos estudos anteriores relataram que o hábito de beber não atenua os efeitos deletérios do álcool na performance cognitiva ou motora, no entanto, as pessoas que têm o hábito de beber possuem falsa impressão que sua performance é menos prejudicada (King & Byars, 2004; Holdstock et al, 2000; Harrison & Fillmore, 2005). Afinal, quem nunca ouviu a famigerada frase “eu dirijo melhor quando estou bêbado”?
Portanto, a análise das evidências científicas, nos permite concluir que a ingestão de álcool, seja por meio de qual bebida for, não traz vantagens adicionais aos praticantes de atividade física. Pelo contrário, os potenciais efeitos maléficos fazem a balança pender para o outro lado, sugerindo que bebidas alcoólicas devam ser evitadas. Dentre os efeitos negativos que foram abordados aqui podemos citar: hipoglicemia, alteração da função hepática, prejuízo do metabolismo aeróbio e anaeróbio, alteração das funções psicomotoras e queda nos níveis de testosterona. Ressaltando-se que o texto não levou em conta questões mais amplas e talvez até mais importantes, como aumento dos níveis de acidentes e de índices de violência, além da deterioração de relações humanas, etc.
A maioria das reportagens divulgando os “benefícios” da cerveja pode ser considerada irresponsável, pois fornece um tipo de informação que pode facilmente ser mal interpretada. Por exemplo, elas podem servir como um “desencargo de consciência”, justificando a ingestão de bebidas alcoólicas de maneira irresponsável e indiscriminada. O fato de eventualmente se recomendar a ingestão moderada não torna os autores isentos da responsabilidade de estarem passando informações distorcidas e equivocadas.
Não é intenção do presente texto condenar o uso de álcool, no entanto, caso se fosse realizar uma recomendação objetiva com base na literatura conhecida, seria possível dizer aos praticantes de atividade física que não ingerissem bebidas alcoólicas de forma alguma. Por mais que surjam pesquisas sugerindo que a ingestão de determinadas bebidas possa prevenir o aparecimento de doenças cardiovasculares, deve-se lembrar que as mesmas substâncias contidas nas bebidas podem ser obtidas de outras formas, sem a necessidade do álcool que a acompanha, como é o caso de uma alimentação equilibrada. Entretanto, existe um contexto sócio-cultural e até questões de cunho pessoal que transcendem a objetividade da bioquímica e da fisiologia do exercício e que tornam muito difícil a abstinência de bebidas alcoólicas. Caso não seja possível a abstinência, resta apenas indicar que o uso se restrinja ao mínimo possível e seja realizado de forma consciente e controlada, para que os malefícios sejam reduzidos.
Referências bibliográficas
Albano E, Tomasi A, Goria-Gatti L, Dianzani MU. Spin trapping of free radical species produced during the microsomal metabolism of ethanol. Chem Biol Interact. 1988;65(3):223-34.
Brumback T, Cao D, King A. Effects of alcohol on psychomotor performance and perceived impairment in heavy binge social drinkers. Drug Alcohol Depend. 2007 Jun 7 [Epub ahead of print]
Colome Pavon JA, Jorda Tormo J, Fernandez Requeijo G, Segoviano Mateo R, Diaz Fernandez AJ, Espinos Perez D. [Free radicals and cytotoxicity of ethanol over human leucocytes in peripheral blood] An Med Interna. 2003 Aug;20(8):396-8.
Dey A, Cederbaum AI. Alcohol and oxidative liver injury. Hepatology. 2006 Feb;43(2 Suppl 1):S63-74.
Emanuele MA, Emanuele N. Alcohol and the male reproductive system. Alcohol Res Health. 2001;25(4):282-7.
Emanuele MA, Emanuele NV. Alcohol`s effects on male reproduction. Alcohol Health Res World. 1998;22(3):195-201
Emanuele MA, Wezeman F, Emanuele NV. Alcohol`s effects on female reproductive function. Alcohol Res Health. 2002;26(4):274-81.
Harrison EL, Fillmore MT. Social drinkers underestimate the additive impairing effects of alcohol and visual degradation on behavioral functioning. Psychopharmacology (Berl). 2005 Feb;177(4):459-64.
Holdstock L, King AC, de Wit H. Subjective and objective responses to ethanol in moderate/heavy and light social drinkers. Alcohol Clin Exp Res. 2000 Jun;24(6):789-94.
King AC, Byars JA. Alcohol-induced performance impairment in heavy episodic and light social drinkers. J Stud Alcohol. 2004 Jan;65(1):27-36.
Marzzoco A & Torres B. Bioquímica Básica. Guanabara Koogan, Rio de Janeiro, 1999
Singleton RA. Collegiate alcohol consumption and academic performance. J Stud Alcohol Drugs. 2007 Jul;68(4):548-55.
Voet D & Voet JG. Biochemistry. 2ª edição. New York, John Wiley & Sons Inc, 1996.
Weineck, J. Biologia do Esporte. 2ª edição. São Paulo, Manole, 2000.
Fonte: Paulo Gentil (www.gease.pro.br)

Flexão de Joelhos Sentado

Flexão De Joelhos Sentado  - Complemente seu Treinamento com este Excelente Movimento para os Posteriores de Coxa!

Execução

  1. Antes de sentar no equipamento, ajuste o banco em uma posição em que seus joelhos estejam à frente da almofada de apoio para as coxas de tal forma que esta não faça contato com os joelhos.
  2. Se o equipamento permitir, ajuste a posição do apoio para os pés, que devem estar imediatamente acima do seus calcanhares.
  3. Segure as manoplas que usualmente estão localizadas sobre a almofada de apoio para as coxas, buscando estabilizar seu tronco e quadril.
  4. Inale um pouco mais que o usual e retenha a respiração enquanto flexiona os joelhos até atingir um ângulo igual ou superior a 90°.
  5. Ao atingir o ponto de máxima flexão do movimento, retenha a contração nesta posição por aproximadamente 1 a 2 segundos, exalando durante o retorno à posição inicial, que deve ser executada de forma lenta e controlada.
  6. Posicione as pontas de seus pés ligeiramente para baixo na posição inicial e mantenha os pés nesta posição durante todo o movimento.


Dicas

  1. Para evitar estresse excessivo nos joelhos, evite que eles estejam totalmente estendidos no início do movimento. Ajuste o apoio de pés para que seus joelhos, na posição inicial, estejam sempre ligeiramente flexionados.
  2. Seus joelhos devem mover com total liberdade. Para isso, nunca posicione a almofada de apoio para as coxas sobre seus joelhos, pois isto irá limitar a amplitude e o conforto do movimento.
  3. Previna a tendência de seu corpo e pernas deslizarem para frente no início do movimento pressionando seu corpo para trás com a ajuda da manopla localizada sobre a almofada de apoio das coxas.
  4. Mantendo as pontas dos pés apontadas para cima, você irá recrutar a musculatura da panturrilha, especialmente os gastrocnêmios. Caso queira isolar o movimento nos posteriores da coxa, mantenha as pontas dos pés apontadas para baixo o máximo possível, porém não contraia suas panturrilhas em excesso para obter este posicionamento.
  5. Se as pontas de seus pés apontam para fora ou para dentro no final do movimento, indica que existe desequilíbrio de força entre o bíceps femoral (que aponta as pontas dos pés para fora) e o semimembranoso e semitendinoso, que apontam as pontas dos pés para dentro. Para restabelecer o balanço de força entre estas musculaturas, mantenha as pontas dos pés apontadas para o lado oposto ao que elas naturalmente finalizam o movimento.

Aumente Naturalmente a Testosterona

A testosterona é o mais importante hormônio para o crescimento muscular. Aqui estão alguns benefícios que o aumento da testosterona poderão lhe trazer:

  • - O aumento da dimensão e força muscular
  • - A diminuição da gordura corporal
  • - Maior desejo e performa sexual
  • - Maior humor
  • - Diminuição dos níveis de ‘mau’ colesterol

Neste artigo vou descrever 10 passos simples para você aumentar naturalmente seus níveis de testosterona e alcançar benefícios incríveis, sem ter que usar os perigosos Anabolizantes. Deixe o ‘Durateston’ de lado, você não precisa dele para crescer.

Passo 01 – EXERCÍCIOS COMPOSTOS
Use exercícios compostos. Eu estou falando sobre o básico, o pão com manteiga. Agachamento, Supino, Remadas, Puxadores, rosca direta etc. Estes exercícios irão colocar os seus músculos com a maior quantidade de stress no ginásio e ajudara na maior produção de testosterona.

Passo 02 – TREINE DURO
Sempre combine 100% esforço e intensidade. Se você quiser ver ganhos reais, você deve estar disposto a treinar até o seu limite no ginásio. Uma vez mais, uma maior intensidade no ginásio traduz em maior produção de testosterona. Treine duro, treine Pesado. No Pain, No Gain.

Passo 03 – TREINE AS PERNAS
Treine suas pernas tão duro quanto a parte superior. Como você pode já estar consciente, um intenso treino de pernas pode estimular o crescimento em seu peito, costas e braços. Isto é devido, em parte, ao aumento da testosterona que induz o treino de pernas,principalmente com o exercício Agachamento.

Passo 04 – TOME SOL
Tome mais sol. Você já notou que no verão seu desejo sexual aumenta.Pesquisas comprovam que a testosterona aumenta nesta estação. Ainda não se sabe ao certo porque a testosterona flutua deste jeito durante o verão, mas pesquisas especulam que isso se deve ao fato dos ciclos de luz e escuridão durante o dia. Algo que não é comprovado, mas pode trazer efeitos é pegar mais sol nas épocas de inverno, para aumentar seus níveis de testosterona.

Passo 05 – REDUZA A SOJA
Reduza o consumo de soja. Proteína de soja aumenta os níveis de estrogênio (o principal hormônio feminino), e isto tem um efeito negativo direto sobre níveis de testosterona.

Passo 06 – MENOS ALCOOL
Limite o seu consumo de álcool. O álcool tem demonstrado que têm um efeito dramático em baixar os níveis de testosterona, de modo a tentar limitar esta perda, mantenha o consumo de álcool em moderação ou melhor ainda, não consuma.

Passo 07 – CONSUMA HORTALIÇAS
Aumente sua ingestão de hortaliças crucíferas. Brócolis, couve-flor, rabanetes, nabos, couve demonstraram níveis para reduzir drasticamente estrogênio, aumentando assim os níveis de testosterona.

Passo 08 – MENOS STRESS
Reduza seus níveis estresse diário. Preocupações e nervosismo estimulam a liberação de “cortisol”, um hormônio altamente catabólico que fará com que seus níveis de testosterona caiam incrivelmente.

Passo 09 – MAIS SEXO
Aumentar a sua atividade sexual. Estimulação sexual provoca a liberação de hormônio oxitocina, que causa a liberação de endorfinas naturais (químicos estabilizadores do humor) na corrente sangüínea. As endorfinas naturais liberadas após a atividade sexual, ocasionam um relaxamento intenso e um sono profundo. Isso ajuda no estimulo para aumento da testosterona.

Passo 10 – DURMA BEM
Tenha uma boa noite de sono. A falta de sono contribui para a produção de ‘cortisol’, e isso irá diminuir seus níveis de testosterona.
Comece a aplicar estas dicas de forma consistente e você deve experimentar um notável aumento do seu tamanho e força muscular.